RIO - Cientistas acabam de desenvolver uma pele artificial com capacidade de tato que, no futuro, pode devolver este sentido para pacientes que usam próteses. O material, conhecido como e-skin ou nanopele, é feito com sensores eletrônicos sensíveis ao toque conduzidos por fios microscópicos de silicone. Os nanofios são 100 mil vezes mais finos que um fio de cabelo.
A pele artificial permitiria que os robôs adaptassem sua força para manipular uma série de objetos, e também ajudariam a restaurar o toque de pacientes com próteses. A nanopele, criada por cientistas da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, tem a capacidade de perceber e sentir movimentos levíssimos, como as asas de uma borboleta.
Os pesquisadores esperam que, em breve, a pele artificial seja usada em diversos procedimentos médicos como a cirurgia robótica. Além disso, curativos e gessos equipados com este sensor poderiam ajudar na recuperação da pele, já que os médicos conseguiriam saber se as bandagens estariam apertadas ou soltas demais.
Também poderia ser aplicada em máquinas e acessórios do cotidiano, como volantes de carro.
- No volante do carro, a nanopele poderia emitir um alerta toda vez que o motorista soltasse a mão da direção na hora errada. Seria uma forma de evitar mortes por excesso de cansaço, bebida ou sono - afirma Benjamin Tee, um dos autores do estudo. A pesquisa foi publicada na revista científica "Nature Materials" desta semana.
Ali Javey, coordenadora do centro em Berkeley, que já está testando a nanopele, afirma que o desafio maior dos testes é fazer com que o material funcione de forma bem parecida com a pele:
- Queremos que o material permita que as pessoas ou os robôs sintam os objetos que tocaram.
Ela explica que um grande desafio na produção de robôs atualmente é que as máquinas não sabem dosar a força que usam para carregar objetos.
- Os humanos sabem segurar um ovo sem quebrá-lo. Se quisessemos robôs trabalhando em nossas casas, primeiro ele teria que aprender a segurar pratos, panelas ou copos sem causar um acidente - completa.
Fonte: O Globo

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