quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Grafeno – Processadores acima de 500 Ghz em um futuro próximo

Continuando com o grafeno...  

Parece que o silício, material utilizado em grande quantidade para a fabricação de processadores  e outros componentes eletrônicos, está com seus dias contados. Embora a cada ano surjam dispositivos mais eficientes, as limitações do material se tornam cada vez mais evidentes aos olhos dos desenvolvedores.

Nos últimos anos, a tendência para obter equipamentos melhores foi apostar na miniaturização dos componentes. Porém, conforme essa tecnologia mostra sinais de desgaste e se torna mais difícil alcançar desempenhos mais elevados, aumentam os esforços na busca por materiais baratos que sejam capazes de substituir o silício.
A aposta de material para os componentes do futuro é o grafeno, uma forma pura de carbono descoberta em 2004. 


Enquanto o silício suporta no máximo frequências entre 4 a 5 GHz, esse valor pode passar dos 500 Ghz caso o material utilizado seja o grafeno, devido às particularidades do material. 

O Massachusetts Institute of Technology (MIT) desenvolveu um chip que tem o grafeno como base, capaz de multiplicar frequências. Após cruzar o chip, foi possível dobrar a frequência de um sinal eletromagnético, o que abre a possibilidade de criar componentes eletrônicos muito mais eficientes.


Fonte: http://balaiodegato.net/

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Grafeno, a nova geração da nanotecnologia

Então, o que é o grafeno?

O Grafeno, uma nova forma de carbono - descoberta, há dois anos, pelo físico Andre Geim, -, com a espessura de apenas um átomo. Foi a criação deste material com propriedades no mínimo exóticas que concedeu a Geim e Konstantin Novoselov, da renomada Universidade de Manchester, o prêmio Nobel de física de 2010.

As formas comuns do carbono são a grafite (onde os átomos são arranjados em "folhas" ligadas entre si por ligações fracas, o que explica suas propriedades lubrificantes) e o diamante (no qual os átomos formam uma estrutura cristalina regular e muito resistente). Os cientistas compararam o arranjo atômico do grafeno à tela de um galinheiro, mas apresentando uma leve ondulação em sua espessura, reforçando, assim, sua estrutura.

Já há muita coisa sobre o grafeno. Esse material, composto de um único plano de um cristal de grafite e que tem, portanto, a mesma estrutura reticular de um nanotubo desenrolado, partilha um grande número das propriedades mirabolantes dos nanotubos de carbono, e notadamente a mobilidade eletrônica a mais elevada, à temperatura ambiente, entre todos os materiais conhecidos.
Essas propriedades fazem das estruturas à base de carbono componentes ideais para as aplicações nos circuitos de alta freqüência.
Além disso, a estrutura intrinsecamente bidimensional do grafeno o torna especialmente adaptado à fabricação de componentes eletrônicos e de circuitos integrados, utilizando os procedimentos planares familiares à indústria dos semicondutores."Nossa pesquisa coloca o grafeno como o material mais forte já medido, cerca de 200 vezes mais forte do que o aço estrutural," diz o pesquisador James Hone. "Seria necessário um elefante, equilibrado sobre a ponta de um lápis, para quebrar uma folha de grafeno "!


Fonte: http://lqes.iqm.unicamp.br/

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Cientista diz que nanotecnologia tornará humanos em imortais

A imortalidade é muito perseguida e vista principalmente em obras de ficção científica, mas um cientista em seu momento de futurologista declarou que dentro de 20 anos, os seres humanos poderiam tornar-se imortais, porque o avanço da nanotecnologia irá possibilitar a substituição dos órgãos vitais.




Podemos viver para sempre? De acordo com o cientista Ray Kurzweil, sim, e embora a idéia pareça completamente bizarra, ele disse que não é surpreendente, pois o conhecimento de que o mundo tem em relação à genética e nanotecnologia está se movendo tão rapidamente que em 20 anos sua previsão será uma realidade.
“O pâncreas artificial e os implantes neurais já estão disponíveis” , disse ele. Assim, se continuarmos a evoluir no mesmo sentido, provavelmente, se criará um coração ou um fígado para serem utilizados em transplantes. Kurzweil não está sozinho em sua teoria, muitos outros de seus colegas pensam desta maneira. “Chegará o momento em que os nano-robôs vão substituir as células do sangue e fazer o seu trabalho” de forma mais eficaz. Ele acrescentou ainda que seremos como super atletas, escreveremos livros em minutos e até mesmo mergulharemos sem a necessidade de oxigênio.
Não sei se realmente as previsões de Ray Kurzweil se tornarão realidade, mas uma questão que levanto é, daqui a 20 anos ainda teremos um planeta em condições de ser habitado?

Fonte: Forum PCs

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Desinfecção solar da água através da nanotecnologia

Hoje já é possível desinfetar a água com um método bastante simples: depositar água em garrafas PET, que são colocadas sob o sol por um período de cerca de 6 horas, normalmente sobre os telhados das casas, antes do consumo.

Estudos mostraram, por exemplo, que crianças com menos de 6 anos que utilizaram água submetida à desinfecção solar tiveram sete vezes menos probabilidade de contrair cólera.

O que cientistas da Escola de Engenharia da Universidade de Ulster, na Irlanda do Norte estão pesquisando é um método para desinfetar água por meio da luz do sol, usando nanotecnologia.

A idéia é usar o mesmo princípio em um equipamento que possa reproduzir o efeito em larga escala. As garrafas PET serão substituídas por um dispositivo que está sendo desenvolvido na Espanha.

Os equipamentos, que custarão cerca de 40 libras esterlinas, serão capazes de realizar a desinfecção de 2,5 mil litros de água por dia.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 1,8 milhão de pessoas – a maior parte crianças com menos de 5 anos – morrem anualmente em decorrência do consumo de água contaminada.

A pesquisa – que faz parte do projeto Sodis (acrônimo para “desinfecção solar”, em inglês) financiado pela União Européia – foi apresentada por Dunlop durante um workshop na sexta-feira (27/2), na sede da FAPESP, em São Paulo. 

Fonte: Fapesp

domingo, 7 de novembro de 2010

Pele artificial feita com nanotecnologia pode devolver o tato a pacientes com próteses

 RIO - Cientistas acabam de desenvolver uma pele artificial com capacidade de tato que, no futuro, pode devolver este sentido para pacientes que usam próteses. O material, conhecido como e-skin ou nanopele, é feito com sensores eletrônicos sensíveis ao toque conduzidos por fios microscópicos de silicone. Os nanofios são 100 mil vezes mais finos que um fio de cabelo.



Assista ao vídeo que mostra como funciona a nanopele

A pele artificial permitiria que os robôs adaptassem sua força para manipular uma série de objetos, e também ajudariam a restaurar o toque de pacientes com próteses. A nanopele, criada por cientistas da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, tem a capacidade de perceber e sentir movimentos levíssimos, como as asas de uma borboleta.
Os pesquisadores esperam que, em breve, a pele artificial seja usada em diversos procedimentos médicos como a cirurgia robótica. Além disso, curativos e gessos equipados com este sensor poderiam ajudar na recuperação da pele, já que os médicos conseguiriam saber se as bandagens estariam apertadas ou soltas demais.
Também poderia ser aplicada em máquinas e acessórios do cotidiano, como volantes de carro.
- No volante do carro, a nanopele poderia emitir um alerta toda vez que o motorista soltasse a mão da direção na hora errada. Seria uma forma de evitar mortes por excesso de cansaço, bebida ou sono - afirma Benjamin Tee, um dos autores do estudo. A pesquisa foi publicada na revista científica "Nature Materials" desta semana.
Ali Javey, coordenadora do centro em Berkeley, que já está testando a nanopele, afirma que o desafio maior dos testes é fazer com que o material funcione de forma bem parecida com a pele:
- Queremos que o material permita que as pessoas ou os robôs sintam os objetos que tocaram.
Ela explica que um grande desafio na produção de robôs atualmente é que as máquinas não sabem dosar a força que usam para carregar objetos.
- Os humanos sabem segurar um ovo sem quebrá-lo. Se quisessemos robôs trabalhando em nossas casas, primeiro ele teria que aprender a segurar pratos, panelas ou copos sem causar um acidente - completa. 

Fonte: O Globo